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Memória viva

Museu da Imigração resgata depoimentos de moradores

Histórias de vida, relatos com forte carga de emoção de pessoas que atravessaram o Atlântico para desembarcar aqui no Brasil, terra prometida para todos os que fugiram das guerras, da fome e da falta de oportunidades.

São esses relatos, em grande parte, que compõem o acervo de 500 depoimentos sonoros disponíveis para consulta no Museu da Imigração, no bairro da Mooca.

Conforme explica a historiadora Angélica Beghini, responsável pelo acervo oral do Museu, 272 já estão disponíveis para consulta. Os demais estão sendo catalogados e inseridos aos poucos no sistema.

“O público pode consultar aqui no CPPR  (Centro de Preservação, Pesquisa e Referência). Todos esses cadastrados atualmente possuem resumo (você pode por exemplo pesquisar por ‘Mooca’ para ver quais tratam do bairro) e muitos possuem a transcrição encadernada para leitura”, explica.

A maioria dos depoimentos é de italianos ou descendentes de italianos, mas existem também de japoneses, russos, poloneses, entre os vários registros que foram feitos durante o primeiro período de funcionamento do Museu como Memorial do Imigrante, aberto ao público em 1998.

“Muitos desses depoimentos abordam o tema da Grande Imigração, que aconteceu entre o final do século XIX e início do XX”, enfatiza a historiadora.

Qual a importância de se tomar conhecimento disso tudo?

Conhecer as impressões de quem viveu aquela determinada situação e como enfrentou dificuldades, como fome, sede, doenças, por exemplo – responde o historiador Marcos Marsulo, da Estação História, acrescentando que  a “história oral é relatada, contada, transmitida por meio da oralidade, da fala por parte do outro e que chega até o ouvinte – aquele que escuta – de modo a transferir-lhe automaticamente suas reminiscências, inclusive com suas emoções e particularidades vividas”.

Marsulo, que trabalha também com a memória institucional de empresas que atingiram a marca de 100 anos, também faz todo o levantamento documental para quem busca resgatar a história da família e, com isso, obter dupla cidadania, como é o caso de descendentes de italianos e espanhóis, por exemplo. “É uma forma de entender porque chegamos até aqui dessa ou de outra maneira.  No caso das empresas, conhecer sua trajetória dá credibilidade e atesta sua idoneidade”, concluiu.

Serviço:
Museu da Imigração
R.Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca
Tel.: 2692-1866.
Horário: terça à sábado, das 9h às 17h. Domingos, das 10h às 17h.
Horário do CPPR: terça à sexta, das 13h às 17h.
www.museudaimigracao.org.br

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